AUTISTAS NA ENGENHARIA CIVIL
BARREIRAS, COMPETÊNCIAS E CAMINHOS PARA A INCLUSÃO
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18108521Palavras-chave:
Autismo, Engenharia Civil, Inclusão, Neurodiversidade, Ensino SuperiorResumo
Resumo: A presença de pessoas autistas no ensino superior e nas áreas tecnológicas tem crescido nas últimas décadas, impulsionada por políticas de inclusão, maior conscientização social e ampliação do diagnóstico. Na Engenharia Civil, campo marcado por racionalidade, precisão e exigência de trabalho colaborativo, a participação de estudantes e profissionais autistas revela tanto desafios quanto oportunidades. Este artigo apresenta uma análise expandida sobre o protagonismo do indivíduo autista na Engenharia Civil, discutindo características cognitivas, barreiras educacionais e laborais, estratégias de inclusão e comparação entre diferentes níveis do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, evidencia que pessoas autistas podem apresentar forte desempenho em áreas de cálculo, raciocínio lógico e detalhamento técnico, desde que apoiadas por adaptações pedagógicas e ambientes inclusivos. Conclui-se que a Engenharia Civil pode se beneficiar significativamente da diversidade cognitiva, desde que haja políticas institucionais e práticas profissionais que considerem as necessidades sensoriais, sociais e comunicacionais desses indivíduos.
Palavras-chaves: Autismo; Engenharia Civil; Inclusão; Neurodiversidade; Ensino Superior.
Abstract: The presence of autistic individuals in higher education and technological fields has grown in recent decades, driven by inclusion policies, increased social awareness, and broader diagnosis. In Civil Engineering, a field marked by rationality, precision, and the need for collaborative work, the participation of autistic students and professionals reveals both challenges and opportunities. This article presents an expanded analysis of the protagonism of autistic individuals in Civil Engineering, discussing cognitive characteristics, educational and work-related barriers, inclusion strategies, and a comparison between different levels of Autism Spectrum Disorder (ASD). The research, qualitative and bibliographic in nature, shows that autistic individuals can demonstrate strong performance in areas of calculation, logical reasoning, and technical detailing, provided they are supported by pedagogical adaptations and inclusive environments. It concludes that Civil Engineering can significantly benefit from cognitive diversity, provided there are institutional policies and professional practices that consider the sensory, social, and communicational needs of these individuals.
Keywords: Autism; Civil Engineering; Inclusion; Neurodiversity; Higher Education.
Resumen: La presencia de personas con autismo en la educación superior y en los campos tecnológicos ha crecido en las últimas décadas, impulsada por políticas de inclusión, una mayor conciencia social y una mayor amplitud de diagnósticos. En la Ingeniería Civil, un campo marcado por la racionalidad, la precisión y la necesidad de trabajo colaborativo, la participación de estudiantes y profesionales con autismo revela tanto desafíos como oportunidades. Este artículo presenta un análisis ampliado del protagonismo de las personas con autismo en la Ingeniería Civil, abordando características cognitivas, barreras educativas y laborales, estrategias de inclusión y una comparación entre diferentes niveles del Trastorno del Espectro Autista (TEA). La investigación, de naturaleza cualitativa y bibliográfica, muestra que las personas con autismo pueden demostrar un sólido desempeño en áreas de cálculo, razonamiento lógico y detalle técnico, siempre que cuenten con el apoyo de adaptaciones pedagógicas y entornos inclusivos. Concluye que la Ingeniería Civil puede beneficiarse significativamente de la diversidad cognitiva, siempre que existan políticas institucionales y prácticas profesionales que consideren las necesidades sensoriales, sociales y comunicativas de estas personas.
Palabras clave: Autismo; Ingeniería Civil; Inclusión; Neurodiversidad; Educación Superior.
Referências
American Psychiatric Association (APA). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-5. Washington, 2014.
American Psychiatric Association. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 2014.
Amaral, M.; Silva, L. Autismo e desempenho acadêmico em cursos de engenharia. Revista Educação & Tecnologia, 2020.
Baron-Cohen, S. The Pattern Seekers: How Autism Drives Human Invention. 2019.
Klin, A. Autismo e outros transtornos do desenvolvimento. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 2018.
Lopes, R.; Martins, A.; & Cunha, V. Inclusão de estudantes autistas no ensino superior: desafios e estratégias. 2022.
Medeiros, K.; Farias, L. A inclusão de pessoas com TEA em cursos de engenharia: perspectivas e adaptações necessárias. 2021.
Moura, R.; Paiva, A. Desafios e perspectivas da inclusão de estudantes autistas no ensino superior. Cadernos de Educação Inclusiva, 2022.
Silva, J.; Costa, P. Neurodiversidade e habilidades analíticas: contribuições do autismo para áreas STEM. Revista Brasileira de Ciências e Engenharia, 2021.
Schwarz, K.; Silva, M.; Ramos, J. Barreiras sensoriais e sociais enfrentadas por pessoas com TEA no contexto educacional. 2021.
Silva, P.; Rodrigues, T. Suporte pedagógico e necessidades sensoriais de alunos com TEA. 2020.
World Health Organization (WHO). ICD-11 International Classification of Diseases. Genebra, 2019.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2025 Duna: Revista Multidisciplinar de Inovação e Práticas de Ensino

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Copyright (c) 2025 Duna - Revista Multidisciplinar de Inovação e Práticas de Ensino.
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Este é um artigo publicado em acesso aberto sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC-BY 4.0), que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, desde que o trabalho original seja devidamente citado.
Para mais informações sobre a licença, consulte: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
