DESIGNAR: VIVA E FAÇA VIVER
ESTRATÉGIAS ADAPTATIVAS PARA REVITALIZAÇÃO URBANA ATRAVÉS DO DESIGN DE INTERFACES E AÇÕES EXTENSIONISTAS
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23325236Palavras-chave:
Revitalização Urbana, Design de Interface, Sistemas Complexos Adaptativos, Extensão Universitária, Identidade VisualResumo
ODS: 11 – Cidades e comunidades sustentáveis; 8 – Trabalho decente e crescimento econômico; 9 – Indústria, inovação e infraestrutura.
Resumo: O presente artigo científico relata de maneira aprofundada a experiência extensionista vivenciada durante o semestre letivo de 2024.2 no âmbito da coordenação da Agência Experimental de Design do Centro Universitário Unifanor Wyden. A investigação constitui-se como um desdobramento prático e metodológico direto da dissertação de mestrado desenvolvida no programa de Ciências da Cidade, intitulada "Viva E Faça Viver - Estratégias Adaptativas para Revitalização Urbana". O objetivo primordial desta ação residiu em transpor os preceitos teóricos fundamentados nos Sistemas Complexos Adaptativos (CAS) e nas teorias de revitalização urbana para o plano da práxis social. Isso se concretizou por meio do desenvolvimento planejado de uma interface digital, configurada como um aplicativo focado em Design de Experiência do Usuário (UX) e Design de Interface do Usuário (UI). Esta ferramenta foi projetada para atuar como um gestor de Big Data focado no cenário cultural de Fortaleza, estabelecendo uma rede de conexões inteligentes e dinâmicas entre três agentes fundamentais do tecido urbano: os coletivos artísticos independentes locais, os equipamentos culturais estabelecidos na região central da cidade e o público consumidor. A justificativa científica desta proposta ampara-se na compreensão arquitetônica e urbanística de que os centros urbanos, flagrados em um estado de obsolescência sazonal e subutilização fora do horário comercial, demandam fontes contínuas de nutrição vital para mitigar a degradação socioespacial. Através de um paralelo biológico com o comportamento do bolor limoso Physarum polycephalum, identificou-se que as manifestações culturais independentes funcionam como verdadeiros atratores energéticos e metabólicos capazes de reconfigurar o espaço urbano de maneira adaptativa. A metodologia compreendeu a submissão formal de editais institucionais, a seleção e o treinamento rigoroso de um corpo de alunos monitores, a execução de pesquisas de campo qualitativas e quantitativas, a realização de entrevistas em profundidade com múltiplos coletivos artísticos da cidade e o estabelecimento de uma estratégia integrada de comunicação por meio da produção do podcast DEXOCAST. O processo culminou na prototipagem interativa e navegável no software Figma e na estruturação completa do Manual de Identidade Visual da marca "Designar". Conclui-se que a inserção dos discentes em um projeto extensionista dessa magnitude gera um duplo legado de imensurável valor, pois promove um impacto socioespacial e cultural direto na cidade ao mesmo tempo em que consolida o aprendizado metodológico do Design Estratégico, pavimentando um caminho consistente para a continuidade da pesquisa em nível de doutorado.
Palavras-chave: Revitalização Urbana; Design de Interface; Sistemas Complexos Adaptativos; Extensão Universitária; Identidade Visual.
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