DESENVOLVIMENTO DE UM COSMÉTICO NATURAL À BASE DE PÓ DE UVA

Autores

  • Bruna Tarciana Cavalcante Bezerra Centro Universitário Fanor Wyden
  • Suely Alves Silva Centro Universitário Fanor Wyden

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.19314725

Palavras-chave:

Cosméticos naturais, Casca de uva roxa, Antioxidantes, Estabilidade físico-química, Aproveitamento de resíduos

Resumo

ODS 12: Consumo e Produção Responsáveis (Uso de subprodutos naturais e redução de resíduos).

ODS 9: Indústria, Inovação e Infraestrutura (Inovação tecnológica em cosméticos naturais).

 

RESUMO: O mercado de cosméticos naturais tem se expandido significativamente nos últimos anos, com consumidores cada vez mais preocupados com os efeitos dos produtos convencionais sobre a saúde da pele e o meio ambiente. Diante disso, o desenvolvimento de um creme facial à base de pó da casca de uva roxa, a qual é reconhecida por suas propriedades antioxidantes e nutritivas, mostrar-se-á excepcional. Vale frisar que a uva é constituída por flavonoides e resveratrol, eficazes elementos para a proteção contra os danos causados pelos radicais livres e no retardamento do envelhecimento celular, e também pode contribuir para a regeneração da pele e a promoção de sua hidratação profunda. Dessa forma, para desenvolvimento do presente trabalho, inicialmente será obtido o pó da casca da uva roxa por secagem e trituração; o material será caracterizado; a formulação desenvolvida e o estudo de estabilidade realizado. A partir dos resultados obtidos, espera-se que a composição desse pó apresente as características adequadas com relação à umidade, teor de carboidratos, de proteínas, de minerais e de lipídios, demonstrando um teor nutricional satisfatório e indicando a viabilidade do uso desse material como ingrediente ativo em formulações cosméticas; após a formulação do creme facial, esse permanecerá em estabilidade físico-química ao longo de um período de quatro semanas. Ao término desse intervalo, não sendo observadas alterações significativas nos valores de pH, constitui-se um indicativo positivo de compatibilidade com o uso cosmético. Dessa forma, o material configurar-se-á como um ativo sustentável promissor, com potencial aplicação no desenvolvimento de novas formulações cosméticas, aliando desempenho funcional, estabilidade e aproveitamento de subprodutos agroindustriais.

Palavras-chave: Cosméticos naturais; Casca de uva roxa; Antioxidantes; Estabilidade físico-química; Aproveitamento de resíduos.

Biografia do Autor

Bruna Tarciana Cavalcante Bezerra, Centro Universitário Fanor Wyden

Pós-graduada em Engenharia Química pela Universidade Federal do Ceará. Responsável Técnica da empresa Biódis Industrial LTDA, com ênfase em gestão de produção, assuntos regulatórios e normas técnicas. Apresenta experiência na área docente, tendo ministrado diferentes disciplinas vinculadas aos cursos de Engenharia. Conhecimento prático na área de Engenharia Química, tendo atuado principalmente no Tratamento de Água e Efluentes, na Purificação de Proteínas, na Adsorção/Precipitação de Inibidores de Incrustação em Rocha Testemunho do Pré-sal, na Automação, Controle e Modelagem de Processos Químicos e na Aplicação de Metodologias Ágeis.

Suely Alves Silva, Centro Universitário Fanor Wyden

Doutora em ENGENHARIA E CIÊNCIAS DE MATERIAIS (área de concentração: Processos de Transformação e Degradação dos Materiais com ênfase em Biomateriais) pela Universidade Federal do Ceará - UFC, Mestra em ENGENHARIA E CIÊNCIAS DE MATERIAIS (área de concentração: Processos de Transformação e Degradação dos Materiais com ênfase em Materiais Cerâmicos) pela UFC e Graduada em LICENCIATURA PLENA EM FÍSICA pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCE. Áreas de interesse: ensino, pesquisa, física geral, cálculo, processos de transformação e degradação dos materiais e biomateriais e ensino à distância - EaD.

Referências

ALMEIDA, J. O. Como a produção de cosméticos afeta o meio ambiente?. Politize, 2021.

BARCELLOS, T.; BERES, C.; FRAGA, E.; NOGUEIRA, R. I.; SILVA, C. M.; SANTOS, K. M. O. Extração aquosa do bagaço de uva Merlot resultante de vinificação tinta: obtenção de fibras alimentares e compostos fenólicos. In: I Congresso luso-brasileiro de horticultura | sessão viticultura, 1., 2018, Lisboa. Anais [...]. Lisboa: Actas Portuguesas de Horticultura, 2018. p. 504-509.

COSTA, F. A. S.; DE REZENDE, P. C.; FERREIRA, R. J.; SOUZA, V. A. R. Produção de sabonete vegetal em barra proveniente de resíduos da viticultura. ETEC Benedito Storani, Jundiaí-SP, 2021.

POCIDONIO, J. Fitocosméticos: uma nova tendência de mercado. Fórmula Jr, 2022.

SCHWARTZ, C. G. K.; JESUS, J. L. L.; RAMOS, F. A P.; MEZALIRA, T. S.; FERREIRA, R. G.; OTUTUMI, L. K.; SOARES, A. A. Compostos bioativos do bagaço de uva (Vitis vinífera): seus benefícios e perspectivas para o desenvolvimento sustentável. [S.L]: Editora Científica, 2020. p. 541.

Downloads

Publicado

2026-03-30

Como Citar

BEZERRA, Bruna Tarciana Cavalcante; SILVA, Suely Alves. DESENVOLVIMENTO DE UM COSMÉTICO NATURAL À BASE DE PÓ DE UVA. Revista de Educação à Distância, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 39–44, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.19314725. Disponível em: https://wyden.periodicoscientificos.com.br/index.php/READ/article/view/1323. Acesso em: 5 abr. 2026.