LA PHARMACIE VIVANTE ET L'UTILISATION DES PLANTES MÉDICINALES

PERSPECTIVES POUR LE RENFORCEMENT DES SOINS DE SANTÉ INTÉGRÉS

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.5281/zenodo.18405384

Mots-clés :

Pharmacie vivante, Plantes médicinales, Savoir populaire

Résumé

RÉSUMÉ: L'utilisation des plantes médicinales demeure profondément ancrée dans la culture brésilienne, constituant une pratique traditionnelle et complémentaire aux soins de santé. La Pharmacie Vivante, une politique publique mise en place par le Ministère de la Santé, vise à garantir un accès sûr aux plantes médicinales et aux produits phytothérapeutiques au sein du Système Unifié de Santé (SUS), en articulant savoirs populaires et scientifiques. Cette étude descriptive et exploratoire, menée selon une approche mixte (quantitative et qualitative), a analysé les connaissances et les perceptions de la population concernant l'utilisation des plantes médicinales, la Pharmacie Vivante et des initiatives telles que les jardins médicinaux. Cinquante-six personnes ont participé à l'étude, majoritairement des jeunes de 18 à 29 ans (66,1 %), des femmes (64,3 %) et des personnes ayant un niveau d'études secondaires ou supérieures. La plupart des répondants ont déclaré utiliser des plantes médicinales (73,2 %), principalement pour des troubles digestifs, des rhumes, des douleurs et de l'anxiété, et avoir appris ces usages principalement par la tradition familiale (85,7 %). Malgré une utilisation fréquente, 41,1 % des personnes interrogées ignoraient l'existence du programme « Pharmacie vivante », et seulement 8,9 % avaient reçu des produits de ce programme. La confiance envers les plantes était élevée (89,3 %), et 83,9 % se sont déclarés intéressés par des activités éducatives, privilégiant les vidéos en ligne et les ateliers pratiques. Un manque de connaissances sur les jardins médicinaux locaux a été constaté (87,5 %), bien que la plupart des personnes interrogées reconnaissent leur importance et leurs bienfaits, tels que le libre accès aux plantes et la préservation des savoirs traditionnels. En conclusion, la population valorise l'utilisation des plantes médicinales, mais présente encore des lacunes dans ses connaissances sur le programme « Pharmacie vivante », ce qui souligne la nécessité d'initiatives éducatives, de renforcer les politiques publiques et de créer des espaces communautaires pour promouvoir une utilisation sûre et durable.

Mots-clés: Pharmacie vivante, plantes médicinales, savoir populaire.

Bibliographies de l'auteur

Francisca Edna Conrado de Lima, Centro Universitário da Grande Fortalez

Graduanda em Farmácia no Centro Universitário da Grande Fortaleza. Ceará, Brasil

Ana Débora Jorge de Medeiros, Centro Universitário da Grande Fortaleza

Graduanda em farmácia no Centro Universitário da Grande Fortaleza. Ceará, Brasil

Paulo Sérgio de França Moura, Centro Universitário da Grande Fortaleza

Graduando em farmácia no Centro Universitário da Grande Fortaleza. Ceará, Brasil

Letícia Mara da Silva, Centro Universitário da Grande Fortaleza

Graduanda em farmácia no Centro Universitário da Grande Fortaleza. Ceará, Brasil.

Amanda Batista Nascimento, Universidade Estadual do Ceará

Mestre em Ciências Naturais, Universidade Estadual do Ceará, Brasil.

Références

ARGENTA, S. C, et al. Plantas medicinais: cultura popular versus ciência. Revista Eletrônica de Extensão da URI, v.7, n.12: p.51-60, 2011. Disponível em: https://www.ufpb.br/nephf/contents/documentos/artigos/fitoterapia/plantas-medicinais-cultural-popular-versus-ciencia.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília, 2006. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/plantas-medicinais-e-fitoterapicos/ppnpmf. Acesso em: 15 set. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnpic.pdf. Acesso em: 25 set. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 886, de 20 de abril de 2010. Institui a Farmácia Viva no âmbito do SUS. Diário Oficial da União, Brasília, 2010. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt0886_20_04_2010.html. Acesso em: 30 out. 2025

BRASIL. Ministério da Saúde. Farmácia Viva: Manual de Implantação e Implementação. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/plantas-medicinais-e-fitoterapicos/farmacia-viva. Acesso em: 30 out. 2025.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). RDC nº 18, de 18 de abril de 2013. Dispõe sobre boas práticas para plantas medicinais e fitoterápicos. Brasília: ANVISA, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0018_03_04_2013.html. Acesso em: 29 out. 2025

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Práticas integrativas e complementares: plantas medicinais e fitoterapia na Atenção Básica (Cadernos de Atenção Básica – Série A. Normas e Manuais Técnicos, n. 31). Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/praticas_integrativas_complementares_plantas_medicinais_cab31.pdf. Acesso em: 30 out. 2025.

DA ROCHA, Luiz Paulo Bezerra et al. Uso de plantas medicinais: Histórico e relevância. Research, Society and Development, v. 10, n. 10, 2021.

TESSER, C. D; DALLEGRAVE, D. Práticas integrativas e complementares e medicalização social: indefinições, riscos e potências na atenção primária à saúde. Cadernos de Saúde Pública, v. 36, 2020.

TORRES, Denise de Freitas et al. Etnobotânica e etnozoologia em unidades de conservação: Uso da biodiversidade na apa de genipabu, Rio Grande do Norte, Brasil. INCI, Caracas, v. 34, n. 9, p. 623-629,2009.

VEIGA JUNIOR, et al. Plantas medicinais: cura segura. Química Nova, v. 32, n. 3, p. 679–694, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/244750637_Plantas_Medicinais_Cura_Segura. Acesso em: 29 out. 2025.

Publiée

2025-12-26

Comment citer

LIMA, Francisca Edna Conrado de; MEDEIROS, Ana Débora Jorge de; MOURA, Paulo Sérgio de França; SILVA, Letícia Mara da; NASCIMENTO, Amanda Batista. LA PHARMACIE VIVANTE ET L’UTILISATION DES PLANTES MÉDICINALES: PERSPECTIVES POUR LE RENFORCEMENT DES SOINS DE SANTÉ INTÉGRÉS. Revista de Educação à Distância, [S. l.], v. 1, n. 4, p. 27–39, 2025. DOI: 10.5281/zenodo.18405384. Disponível em: https://wyden.periodicoscientificos.com.br/index.php/READ/article/view/1274. Acesso em: 24 févr. 2026.