PENSANDO UMA CLÍNICA PSICOLÓGICA SENSÍVEL ÀS SUBJETIVIDADES DISSIDENTES DE GÊNERO E SEXUALIDADE LGBTQIAP+
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23325522Palavras-chave:
LGBTQIAPN+, Violência, Prática clínica, Experimentan-teResumo
ODS: 3 – Saúde e bem-estar; 5 – Igualdade de gênero; 10 – Redução das desigualdades.
Resumo: Nesta pesquisa, objetivou-se identificar as experiências individuais e coletivas de violência vivenciadas pela população LGBTQIAPN+, bem como analisar os padrões e contextos específicos nos quais tais práticas de violência e opressão se manifestam. Para subsidiar a aproximação empírica com esses relatos, adotou-se como referencial o documento “Tentativas de Aniquilamento de Subjetividades LGBTQIs”, publicado pelo Conselho Federal de Psicologia (2019). A partir desse conjunto heterogêneo de relatos, foi possível identificar múltiplas formas de violência dirigidas à população LGBTQIAPN+, dentre as quais se destaca a violência psicológica, física, autodirigida e sexual. Ao longo da análise, evidenciou-se a relevância do cumprimento dos códigos de ética e das diretrizes estabelecidas pelo Conselho Federal de Psicologia por parte dos profissionais, como forma de assegurar a integridade dos sujeitos atendidos e a qualificação do exercício profissional. Tal compromisso implica, ainda, o reconhecimento e a defesa de direitos, bem como a promoção de transformações sociais que contribuam para o bem-estar dessa população. Nesse sentido, propõe-se, como possibilidade de acolhimento, uma prática clínica de orientação existencial, inspirada no pensamento de Kierkegaard - denominada “experimenta-te”. Essa abordagem fomenta uma perspectiva analítica que compreende gênero e sexualidade como construções performativas e historicamente situadas, distanciando-se de concepções essencialistas que as tomam como dimensões fixas ou naturalizadas do ser.
Palavras-chave: LGBTQIAPN+; Violência; Prática clínica; Experimentan-te.
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