O PAPEL DA EDUCAÇÃO ECOFEMINISTA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE AMBIENTAL E SOCIAL EM COMUNIDADES VULNERÁVEIS
Palavras-chave:
Ecofeminismo, Justiça ambiental, Gênero, Direitos territoriais, InterseccionalidadeResumo
O estudo analisou as articulações entre ecofeminismo, justiça socioambiental e direitos territoriais, enfatizando as interseções entre Direito, gênero e sexualidades em comunidades vulneráveis da Zona da Mata Norte e do Agreste de Pernambuco. Partiu-se da compreensão de que as crises socioambientais afetam de maneira desigual mulheres e sujeitos dissidentes em territórios marcados por desigualdades estruturais. O objetivo consistiu em compreender como práticas de educação ecofeminista contribuíram para a resiliência socioambiental, a promoção da saúde coletiva e o fortalecimento dos direitos territoriais. O referencial teórico fundamentou-se no ecofeminismo materialista e interseccional, articulado às discussões sobre justiça ambiental e direitos humanos. Metodologicamente, a pesquisa adotou abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvida por meio de levantamento bibliográfico, análise documental e revisão crítica da literatura especializada acerca das desigualdades socioambientais e das práticas ecofeministas em Pernambuco. Os resultados evidenciaram que iniciativas lideradas por mulheres em territórios vulneráveis fortaleceram práticas de cuidado coletivo, sustentabilidade e resistência social, contribuindo para a ampliação do debate sobre justiça ambiental e equidade de gênero. Concluiu-se que a educação ecofeminista constitui importante ferramenta analítica e política para o fortalecimento de direitos territoriais, da saúde coletiva e da formulação de políticas públicas mais inclusivas e sensíveis às interseccionalidades.
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