SÍNDROME DO PESCOÇO DE TEXTO
ASPECTOS SOBRE ETIOLOGIA, REPERCUSSÕES E TRATAMENTO
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18684490Palavras-chave:
Síndrome do Pescoço de Texto, Postura, Alongamento Muscular, Educação em SaúdeResumo
Resumo simples
Introdução: O avanço tecnológico e o uso prolongado de dispositivos móveis têm sido apontados como fatores determinantes para o aumento da incidência da Síndrome do Pescoço de Texto (SPT). Essa condição é caracterizada pela flexão excessiva e sustentada da região cervical, ocasionando compressões, sobrecarga biomecânica e dor, frequentemente acompanhadas de cefaleia, tensão muscular e alterações posturais. Nesse contexto, estratégias preventivas como o alongamento e a educação em saúde têm se destacado como ferramentas acessíveis e eficazes para minimizar esses impactos. Objetivo: Compreender, a partir das evidências científicas disponíveis, a Síndrome do Pescoço de Texto, considerando suas causas, manifestações clínicas e o alongamento como estratégia preventiva. Metodologia: Este estudo caracteriza-se por um levantamento bibliográfico sobre o assunto, realizado nas bases SciELO e Google Scholar, contemplando publicações entre 2010 e 2024. Foram incluídos trabalhos que abordassem a definição da SPT, suas repercussões musculoesqueléticas e medidas preventivas. Os dados foram categorizados em quatro aspectos: postura inadequada, uso de dispositivos móveis, disfunções cervicais e alongamentos. A pesquisa foi conduzida em conformidade com os princípios bioéticos e respeitou integralmente a Resolução nº 466/12, do Conselho Nacional de Saúde, que estabelece diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Resultados: A partir do conteúdo de quatro estudos, observou-se que a postura de flexão anterior sustentada da cabeça aumenta a carga sobre a coluna cervical, gerando dores e sobrecarga biomecânica. Como fator causal observou-se o uso prolongado de smartphones, gerando a manutenção da flexão anterior do pescoço por tempo prolongado, associada a movimentos repetitivos dos membros superiores, contribuindo para o surgimento de disfunções musculoesqueléticas. Quanto aos sintomas associados, pontuou-se dores na cabeça, nas costas e em membros superiores, além da retificação da curva espinhal, início precoce de artrite e problemas gastrointestinais. Em relação aos efeitos do alongamento, percebeu-se a melhora da amplitude de movimento, redução da rigidez articular e prevenção de sobrecarga musculoesquelética, sendo indicado em programas preventivos e de reabilitação. Conclusão: Portanto, a SPT, diretamente relacionada ao uso excessivo de dispositivos móveis, exige atenção preventiva. Os achados evidenciam que o alongamento, por ser uma estratégia simples, acessível e eficaz, contribui de forma significativa para reduzir seus impactos e minimizar as consequências clínicas.
Palavras-chave: Síndrome do Pescoço de Texto. Postura. Alongamento Muscular. Educação em Saúde.
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