EVOLUÇÃO CLÍNICA DE PACIENTE COM TENDINITE NO MANGUITO ROTADOR
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18685623Palavras-chave:
Manguito Rotador, Fisioterapia, Tendinite, EvoluçãoResumo
Resumo simples
Introdução: A tendinite do manguito rotador é uma lesão comum entre pessoas com idade entre 40 e 60 anos, provocando dor, inflamação, limitação de movimentos e prejuízo nas atividades da vida diária Trata-se de uma das patologias mais frequentemente tratadas por profissionais da saúde, representando cerca de 40 a 50% dos casos de dor no ombro. A fisioterapia tem papel fundamental no tratamento da tendinite do manguito rotador, utilizando recursos terapêuticos como ultrassom, infravermelho, exercícios de fortalecimento, mobilizações articulares e alongamentos. Objetivo: O objetivo principal do estudo é avaliar a evolução clínica do paciente, compreendendo a relevância e a efetividade de cada método, bem como a resposta funcional do paciente diante de suas limitações. Metodologia: A coleta de dados ocorreu por meio de anamnese, exame físico, a fim de confirmar o diagnóstico funcional. Foram também analisados exames de imagem (ultrassonografia) apresentados pela paciente. O plano terapêutico foi elaborado com base na avaliação clínica inicial e incluiu sessões de fisioterapia com frequência de duas vezes por semana, durante nove semanas. O protocolo incluiu recursos de eletroterapia (TENS e infravermelho), alongamentos específicos, mobilizações articulares e exercícios de fortalecimento muscular voltados principalmente para o manguito rotador e musculatura estabilizadora da escápula. Durante o tratamento, a evolução da paciente foi monitorada por meio de reavaliações mensais, levando-se em consideração a dor (Escala Visual Analógica – EVA), amplitude de movimento (goniometria). Resultado e Discussão: A paciente apresentou, na avaliação inicial, dor intensa no ombro direito, com pontuação 9,5 na Escala Visual Analógica (EVA).Após nove semanas de tratamento fisioterapêutico, observou-se redução significativa da dor, com pontuação de 3,5 na EVA, aumento da amplitude de movimento (abdução de 20° para 75°; rotação externa de 0° para 45°; flexão de 10° para 80°; extensão de 23° para 52° ) e melhora funcional relatada pela própria paciente, demonstrando melhora da capacidade funcional. Conclusão: O presente estudo de caso evidenciou que a fisioterapia desempenha um papel fundamental no tratamento conservador da tendinite do manguito rotador. Através da aplicação de técnicas específicas, como a eletroterapia, alongamentos e exercícios de fortalecimento muscular, foi possível promover uma melhora significativa na dor, amplitude de movimento e funcionalidade da paciente. Conclui-se, portanto, que a intervenção fisioterapêutica é uma alternativa segura e eficaz no manejo da tendinite do manguito rotador, contribuindo para a melhora da qualidade de vida e prevenção de intervenções cirúrgicas desnecessárias.
Palavras-chave: Manguito Rotador, Fisioterapia, Tendinite, Evolução
Referências
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