PÓS-OPERATÓRIO DE FRATURA NO PLATÔ TIBIAL DIREITO

RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores

  • Maria Fernanda de Lima Miguel Centro Universitário Fanor Wyden
  • Lenismar Sá Cavalcante Centro Universitário Fanor Wyden

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.18684602

Palavras-chave:

Fratura, Pós-operatório, Fisioterapia, Reabilitação, Fortalecimento

Resumo

Resumo simples

RESUMO: Introdução: Uma fratura é a ruptura de um osso ou cartilagem quando a força aplicada é maior do que sua resistência. Pode variar de uma fissura até uma quebra completa em múltiplos fragmentos. Classificam-se como expostas, quando atravessam a pele e apresentam maior risco de infecção, ou fechadas, quando não perfuram a pele. Um exemplo é a fratura do platô tibial direito, que afeta a articulação do joelho formada pelo fêmur e pela tíbia, comprometendo movimentos essenciais como a flexão e a extensão, fundamentais para a marcha. O pós-operatório envolve repouso para consolidação, fisioterapia para recuperar movimentos e evitar fibrose, mostrando a importância do fisioterapeuta na reabilitação. Objetivo: Descrever a intervenção fisioterapêutica e seus resultados na recuperação da funcionalidade de um paciente com fratura do platô tibial. Metodologia: Paciente A.M.C.P, 46 anos, sexo masculino, com fratura fechada no platô tibial direito e derrame articular após queda de moto. Utilizou fixadores externos por dois meses, sem fisioterapia nesse período. Iniciou tratamento no Nis com fisioterapia aquática, apresentando rigidez, edema em joelho e tornozelo, dificuldade para apoiar o pé e amplitude reduzida (flexão 55° e extensão 8°). Foram realizados exercícios de marcha, agachamento, flexão, extensão, abdução e panturrilha, respeitando o limiar de dor. Também foram feitos exercícios passivos e liberação miofascial em consultório, seguidos de progressão para exercícios resistidos com caneleira de 1kg. Resultados e Discussão: Após seis atendimentos, o paciente apresentou melhora expressiva da amplitude de movimento, passando de 55° para 80° de flexão e de 8° para 2° de extensão. O edema reduziu significativamente, a marcha evoluiu para uso de apenas uma muleta e houve maior estabilidade. A resposta positiva demonstra a eficácia do tratamento associado ao trabalho ativo e progressivo de fortalecimento muscular. Conclusão: O tratamento fisioterapêutico foi essencial no processo de recuperação, permitindo ao paciente retomar atividades diárias com mais autonomia, menos limitações e melhor qualidade de vida.

Palavras-chave: Fratura; Pós-operatório; Fisioterapia; Reabilitação; Fortalecimento;

Biografia do Autor

Maria Fernanda de Lima Miguel, Centro Universitário Fanor Wyden

Discente do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Fanor Wyden - UniFanor Wyden.

Lenismar Sá Cavalcante, Centro Universitário Fanor Wyden

Fisioterapeuta graduada pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Pós-graduada em Fisioterapia Cardio-Respiratória em UTI pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Tem experiência na área de Fisioterapia, com ênfase em Fisioterapia Hospitalar, atuando principalmente nos seguintes temas: pneumologia, cardiologia e terapia intensiva. Possui experiência na área de Fisioterapia Cardiofuncional e Terapia Intensiva, atuando na Reabilitação Cardíaca (Fase I e II). Docente na área de fisioterapia no Centro Universitário UNIFANOR WYDEN, em destaque nas disciplinas de Fisioterapia Cardiofuncional, Fisioterapia Pneumofuncional, Fisioterapia Neurofuncional, Fisioterapia Intensivista e Fisioterapia na Saúde do Trabalhador.

Referências

FIGUEIREDO, E. M. et al. Educação de funcionárias de unidade básica de saúde acerca da atenção fisioterapêutica na incontinência urinária: relato de experiência. Fisioterapia e Pesquisa, [s. l.], v. 19, n. 2, p. 103-108, 2020.

FRATURA do Platô Tibial? Entenda como ocorre! Pompeia Ortopedia, 27 maio 2022. Disponível em: https://www.pompeiaortopedia.com.br/blog/como-ocorre-a-fratura-do-plato-tibial/. Acesso em: 05 fev. 2026.

Downloads

Publicado

2026-02-18

Como Citar

Miguel, M. F. de L., & Cavalcante, L. S. (2026). PÓS-OPERATÓRIO DE FRATURA NO PLATÔ TIBIAL DIREITO: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Duna: Revista Multidisciplinar De Inovação E Práticas De Ensino, 2(Especial), 83–88. https://doi.org/10.5281/zenodo.18684602