SEXUALIZAÇÃO, SUBJETIVAÇÃO E CUIDADO: IMPACTOS PSICOSSOCIAIS E DESAFIOS PARA A PRÁTICA PSICOLÓGICA COM MULHERES TRANSEXUAIS
Palabras clave:
Transexualidade, Colonialidade, Interseccionalidade, Psicologia, Sexualização, VII SIRGESResumen
O presente estudo analisa os impactos psicossociais da sexualização na vida de mulheres transexuais, compreendendo-os como produtos históricos da colonialidade e da cisheteronormatividade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e explicativo, baseada em revisão bibliográfica e análise de conteúdo. Os resultados indicam que o binarismo de gênero e as normas cisnormativas institucionais promovem dinâmicas violentas de marginalização, patologização e exclusão social profunda, o que dificulta significativamente o acesso dessas pessoas a direitos fundamentais. Nesse contexto, a objetificação crônica e a hipersexualização midiática e social configuram-se como formas severas de violência que afetam a subjetividade e a saúde mental, contribuindo diretamente para processos de auto-objetificação e sofrimento psíquico. Portanto, conclui-se que tais impactos não são inerentes à identidade de gênero trans, mas decorrentes de estruturas sociais excludentes, destacando-se a necessidade de uma atuação psicológica ética, crítica e interseccional, voltada à promoção de direitos e à desconstrução de estigmas sociais.
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