CORPO QUE RESISTE, CORPO QUE CRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM OFICINA DE DANÇATERAPIA COM MULHERES
Palabras clave:
Dançaterapia, Saúde da Mulher, Ensino Superior, Saúde Mental, Educação SomáticaResumen
O presente trabalho relata a experiência da oficina intitulada “Corpo que Resiste, Corpo que Cria”, realizada com alunas de graduação em Caruaru, Pernambuco. O objetivo foi proporcionar um espaço de acolhimento coletivo e escuta emocional por meio da dançaterapia, visando mitigar o estresse acadêmico e fortalecer os vínculos de sororidade institucional. A fundamentação teórica ancora-se na perspectiva da saúde integral, utilizando princípios da dançaterapia e da educação somática, que compreendem o corpo como território de experiência e produção de conhecimento. Metodologicamente, trata-se de um relato de experiência qualitativo e descritivo. A intervenção foi estruturada em cinco etapas sequenciais: acolhimento, aquecimento consciente, movimentos de resistência, exploração criativa e roda de partilha final. A coleta de dados ocorreu via observação participante e sistematização de depoimentos. Os resultados indicam que o ambiente universitário frequentemente sobrecarrega o psiquismo feminino, gerando tensões somatizadas. No entanto, a vivência permitiu que as participantes deslocassem a narrativa de vulnerabilidade para um lugar de potência e autonomia. Conclui-se que práticas corporais integrativas são ferramentas eficazes de resistência ética e política, contribuindo para a preservação da dignidade feminina e para a construção de espaços acadêmicos mais humanizados e acolhedores.
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