DEL RECONOCIMIENTO LEGAL A LA IMPLEMENTACIÓN INSTITUCIONAL

LA ACADEMICIZACIÓN DE LA FORMACIÓN INICIAL DOCENTE Y LA PROFESIONALIZACIÓN DOCENTE EN ANGOLA

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.19319058

Palabras clave:

Formación docente, Formación académica, Profesionalización docente, Política educativa, Angola

Resumen

ODS 4: Educación de calidad (Énfasis en la profesionalización docente y la calidad de la enseñanza).

ODS 17: Alianzas para lograr los Objetivos (Desarrollo institucional y alineación con las normas internacionales).

 

RESUMÉN: Este estudio analiza la academicización de la formación inicial docente en Angola, a la luz del Artículo 124-A de la Ley n.º 32/20, sobre el Marco del Sistema Educativo y Docente, centrándose en sus impactos en el proceso de profesionalización docente. La relevancia del tema reside en el papel estratégico de la academicización para mejorar la calidad educativa y alinear el sistema angoleño con los estándares internacionales de formación docente. Se asume que la academicización constituye una política legalmente consagrada, cuyo principal desafío reside en su implementación institucional y pedagógica. Se adopta un enfoque cualitativo, de carácter teórico-analítico y documental, basado en el análisis de la legislación educativa, informes institucionales y literatura científica. Los resultados indican que la academicización representa un avance estructural al elevar el nivel académico de la formación y fortalecer la identidad profesional del profesorado. Sin embargo, persisten desafíos relacionados con la articulación entre la teoría y la práctica, las asimetrías institucionales, la regulación de la calidad de la formación y la ausencia de mecanismos consistentes para el seguimiento de la integración profesional. Se concluye que la formación académica contribuye a la profesionalización docente cuando se acompaña de políticas públicas integradas, inversiones institucionales y estrategias que garanticen la coherencia entre el marco legal y las prácticas formativas.

Palabras clave: Formación docente; Formación académica; Profesionalización docente; Política educativa; Angola.

Biografía del autor/a

Joaquim Américo Pinto Rocha, Instituto Superior Politécnico Sinodal - ISPS e Centro de Investigação e Desenvolvimento Local - CIDEL

Joaquim Américo Pinto Rocha é um académico e educador angolano com vasta formação e experiência em Psicologia e Educação. Actua actualmente em diversas instituições de ensino em Angola, sendo professor do Magistério Secundário nº 1251 da Humpata, docente no Instituto Superior Politécnico Gregório Semedo e Instituto Superior Politécnico Sinodal. Adicionalmente, é coordenador do Centro de Investigação e Desenvolvimento Local – CIDEL, no Instituto Superior Politécnico Sinodal (ISPS), cargo que integra investigação científica, orientação de projectos e desenvolvimento de iniciativas académicas e comunitárias.

É licenciado em Psicologia pelo ISCED Lubango, possui mestrado em Gestão e Administração Escolar pelo ISCE-Portugal e doutoramento pela Universidade da Beira Interior, Portugal. Completou ainda pós-graduações em Supervisão Pedagógica, Formação de Formadores e Relação Educativa em instituições portuguesas, consolidando competências em gestão escolar, desenvolvimento docente e investigação educativa.

A sua produção científica centra-se na formação de professores, avaliação de competências pedagógicas e desafios do ensino secundário em Angola. Destacam-se obras e estudos como Formação inicial de professores em Angola: O que pensam os docentes do ISCED-Huíla, O professor do Ensino Secundário em Angola. (Re)pensar a sua formação, e pesquisas sobre percepções de professores diplomados e problemas do sistema educativo. Joaquim Américo Pinto Rocha é reconhecido pelo contributo efectivo à melhoria da educação angolana, articulando prática pedagógica, investigação académica e liderança institucional.

Júlio Marcente Carlos, Instituto Superior Politécnico Sinodal - ISPS e Centro de Investigação e Desenvolvimento Local - CIDEL

Júlio Marcente Carlos é um sociólogo e investigador angolano, nascido a 18 de Novembro de 1994, residente em Bibala, província do Namibe. Licenciado em Sociologia da Educação pelo Instituto Superior Politécnico Sinodal (ISPS) em 2020, atua como investigador no Centro de Investigação e Desenvolvimento Local – CIDEL.

A sua produção científica é consistente e abrange diversas áreas das Ciências Sociais, com nove artigos publicados em revistas nacionais e internacionais com DOI. Os seus estudos focam-se em problemáticas socioculturais, educacionais e institucionais, incluindo: gravidez na adolescência entre os Mucubais, impacto das redes sociais nos ondjangos, participação sociopolítica dos povos San, resistência cultural da comunidade rastafári no Lubango, vandalismo urbano, reorganização social em prisões, desafios na elaboração de trabalhos académicos e migração interna como factor de colapso social no Cunene.

Possui competências em comunicação, domínio de Microsoft Office, trabalho em equipa, persistência e criatividade. Júlio Marcente Carlos é reconhecido pelo seu compromisso com a investigação científica e pelo contributo à compreensão das dinâmicas sociais e culturais em Angola, articulando a análise académica com a valorização das tradições e realidades locais.

Citas

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Publicado

2026-03-30

Cómo citar

ROCHA, Joaquim Américo Pinto; CARLOS, Júlio Marcente. DEL RECONOCIMIENTO LEGAL A LA IMPLEMENTACIÓN INSTITUCIONAL: LA ACADEMICIZACIÓN DE LA FORMACIÓN INICIAL DOCENTE Y LA PROFESIONALIZACIÓN DOCENTE EN ANGOLA. Revista de Educação à Distância, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 73–86, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.19319058. Disponível em: https://wyden.periodicoscientificos.com.br/index.php/READ/article/view/1311. Acesso em: 5 abr. 2026.